Quero sua felicidade, filho!

Boa tarde amiga!
Sábadinho, com chuva e tempinho fresquinho.
Que beleza!!!
O nariz do meu filho já sentiu que o verão está se indo embora. 
Salsep Jet pegando aqui em casa! kkkkk
Vamos conversar sobre nossas crianças? 
Hoje pela manhã eu fiquei pensando sobre a educação dele, se estamos fazendo certo, o que eu lembro dos meus pais me educando e me ensinando?
Eu sou nova, pelo menos me considero, tenho 26 anos. Quando eu nasci minha mãe tinha 20 anos e meu pai acho que era 23 (meu Deus esqueci o ano de aniversário do pai, que vergonha). Era uma outra época, outras preocupações. Com 7 anos, ficava em casa sozinha pela manhã, almoçava na minha tia eu ia de casa à escola de ônibus. Era longe dava uns 40 minutos por todas as voltas que ele dava. Minha mãe as primeiras vezes foi comigo para me mostrar o que fazer e como fazer. Diz ela que me acompanhou escondida algumas vezes para me cuidar e depois me largou, quando viu que eu estava realmente pronta para seguir. Eu tinha 7 anos! Hoje, com um pouco mais que essa idade uma das minhas irmãs não consegue ir ao mercado sozinha que fica na mesma rua, uns 30 metros. 
A única coisa que minha mãe frisava era: Não converse com estranhos (nunca adiantou), e não pegue doces de pessoas que não conhece! (nunca fiz, ninguém me oferecia, então tive sucesso nessa parte kkk). Andava a notícia que os "marginais" estavam colocando drogas nos doces e dando para as crianças.
Gente, se essa fosse a preocupação de hoje estrávamos era felizes, né?!
A sociedade mudou muito e com ela a educação, preocupações e valores devem se adequar também.
Voltando ao tempo dos nossos avós. Eles eram criados para trabalhar, pelo menos os meus e das pessoas que conheço e histórias que escutamos. Não era uma relação de amor entre pais e filhos, claro que tinha amor, mas daquele jeito bruto. Quanto mais filhos eram mais pessoas para ajudar no campo. 
Já meus pais foram criados para trabalhar desde cedo, meu pai conta que pequeno uns 9 anos já vendia lenha, minha mãe, meu avô não queria que trabalhasse fora assim como minha avó, tinha que cuidar dos filhos e da casa. 
Meus pais me criaram para ser alguém! (Que decepção eu estou sendo, pelo menos dei um neto que eles morrem de amor kkk).  Eles nunca me cobraram para faculdade, nada disso. Mas, sinto do meu pai que se ele tivesse uma filha entrando em um cargo público ficaria orgulhoso. Só acho!
Com o passar das gerações os pais queriam que os filhos menos se lascassem. Essa é verdade, a gente sempre quer o melhor para nossos filhos e dar o que não tivemos. 
Tenho quatro irmãs e posso dizer que nenhuma esta sendo criada da mesma forma, dentro dos valores sim, o mundo está em constante mudança e é assim com o que vamos ensinando ou doutrinando as nossas crianças. Hoje com toda a tecnologia e vídeos, conversa é essencial dentro de casa.  
Com meu filho é assim, tudo o que podemos fazer para ele dá-se o jeito, dentro das nossas limitações, claro, se pudesse faria mais, confesso.
Será que é o certo?
Escutamos tantas conversas sobre filhos mimados e mal educados por culpa exclusiva dos pais. 
(Somos abençoados, não sei se essa é a palavra certa) quando vamos ao mercado ou algum lugar que ele quer algo, se não podemos dar (Kinder Ovo, tinha que vir uma pérola dentro, não um brinquedo), ele aceita, com beiço mas aceita sem grandes fiascos. 
As preocupação que eu tenho hoje conforme o crescimento do meu filho são diferentes do que os nossos pais tinham com a gente. E não digo que alguma geração foi errada, porque cada uma delas estava se adequando á realidade imposta. Eu sei que meus pais fizeram um ótimo trabalho comigo, ainda nem fui presa (kkkkk to brincando). Sério, eu acho que sou uma pessoa que tive pais maravilhosos.
Mas...
Há 15 anos atrás, você lembra de algum colega seu ou escutar de algum que estivesse sofrendo bullying? Amiga, eu sofria e nem sabia que tinha um nome para isso. Eu muitas vezes, pequena, chorei por terem me chamado de gorda e nem ao menos sabendo o que isso significava e o que importava realmente minha aparência. Os meus pais me aconselhavam e pronto. Ficava por isso mesmo.
Hoje, crianças morrem, matam e está uma loucura. Crianças tomando anti depressivos e calmantes e tristes. E são apenas crianças, que deveriam estar se divertindo, brigando e se resolvendo. (eu tomei uma paulada na cara, foi minha prima que me bateu, aí eu acho que meus pais deveriam ter se envolvido mais, só acho, fiquei de cara agora com essa lembrança)
Temos que nos preocupar em ir no mercado e se distrair e seu filho sumir e sabe-se lá o que podem fazer. Eu sou neurótica sim, se tratando da segurança do meu pequeno eu não sossego, uma vez quase dei um soco na cara do meu esposo por ter se distraído, só não dei porque estava anestesiada e nem foi para tanto, não foi mesmo. hehehe.
Nossa luta hoje é criar nosso filho dentro de tudo que achamos certo e moldar na cabecinha deles para respeitar o que for diferente da nossa visão, que enrolada no cérebro né? 
Na época de escola eu tinha uma colega negra, eu lembro de não fazer diferença a cor da pele dela. Se pedir para ela hoje, certamente ela poderá contar fatos que devem ter feito ela se sentir mal, mas, eu estou dizendo para aquela idade que tínhamos, deveria ser na segunda série, então uns 8 anos? sei lá. Ela era minha companheira na volta da escola.
É isso que temos que ensinar nossos filhos, sim ver a cor das pessoas, Deus fez com carinho e diferentes umas das outras, que sem graça seria todo mundo igual, e respeito deve-se ter com qualquer um, independente de qualquer característica ou idade.
E sinceramente eu quero que meu filho seja feliz. Se ele quiser arrumar um emprego qualquer, que consiga apenas o básico da vida, se isso o fizer feliz, beleza!
Irei sim insistir nos estudos, mas, se ele me disser que não vai querer fazer faculdade quer colocar uma mochila nas costas e ir conhecer o mundo, eu vou orar para que Deus esteja cuidando e protegendo seu caminho.
Meu filho tem apenas 2 anos e meio, eu não estou pensando no futuro dele e nem nas escolhas que ele fará. Estou tentando ensinar tudo o que ele precisa para entender o que nossa sociedade está pedindo e os valores que ele tem que levar para a vida dele, se ele pega algo no mercado, ele sabe que tem que pagar para levar, se não tiver dinheiro, deixa! Os valores não mudam com o passar do tempo, o respeito e educação não mudam, ensinamentos que de geração em geração está sendo esquecido, temos que reativar na cabeça dos nossos filhos que serão o futuro e nossa herança mais preciosa para eles.
Vamos conseguir? Não sabemos, ensinando estamos, cabe a eles seguirem nossas lições, assim como foi com a gente.
Mas, já percebo que não é uma tarefa muito fácil, exige muito amor e paciência.

 

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